Como a Alta dos Combustíveis Afeta a População de Eirunepé
Viver em Eirunepé é ter a consciência de que o céu é a nossa única estrada. Diferente de outras regiões do Amazonas, onde o rio dita o ritmo, aqui a nossa pressa e as nossas necessidades viajam de avião. No entanto, em 2026, um desafio tem pairado sobre as nossas cabeças: a constante alta no preço dos combustíveis e seu impacto direto no bolso de quem precisa se deslocar até a capital.
Para o povo eirunepense, o transporte aéreo não é um luxo, é uma questão de sobrevivência. Sem estradas e sem vias fluviais viáveis para passageiros que precisam chegar a Manaus com agilidade, ficamos à mercê das variações do Querosene de Aviação (QAV).
Este combustível representa quase metade dos custos de um voo. Quando o preço sobe nas refinarias, o re
flexo é imediato na ponta do sistema. Para o morador que precisa de um tratamento de saúde especializado, para o comerciante que busca mercadorias ou para a família que deseja se reencontrar, a alta do combustível funciona como uma barreira invisível que nos isola ainda mais.
No início de abril de 2026, a Petrobras anunciou um reajuste histórico de aproximadamente 55% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Esse aumento veio logo após uma alta de quase 10% em março, acumulando uma pressão imensa sobre os custos de voar.
O principal motivo é a instabilidade no Oriente Médio, especialmente as tensões envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Como o combustível de aviação segue a paridade de preços internacionais, qualquer conflito que ameace a produção de petróleo faz o preço disparar no mundo todo. O querosene é cotado em dólar. Como a moeda americana tem se mantido valorizada, o custo de importação e refino fica muito mais caro para a Petrobras, que repassa esse valor às distribuidoras.
O Governo Federal anunciou recentemente (em 8 de abril de 2026) a redução temporária das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível de aviação. A redução do PIS/Cofins sobre o Querosene de Aviação (QAV) representa uma baixa de aproximadamente 3% a 5% no valor total do litro.
É pouco quando comparamos com a alta recente. Se o combustível subiu 55% e o governo retira 5% em impostos, o saldo de aumento real que chega para as companhias aéreas ainda é de cerca de 50%.
O PIS/Cofins é um imposto federal. O ICMS, que é o imposto estadual, continua incidindo sobre o valor total. Quando o preço base sobe, o valor arrecadado de ICMS também sobe, "comendo" boa parte da economia gerada pela redução federal, com isso o desafio de manter passagens acessíveis continua sendo uma luta diária.
Nós, da MG Viagens, acompanhamos esse cenário com profunda preocupação e, acima de tudo, com solidariedade. Sabemos que por trás de cada bilhete emitido em nossa agência, existe uma história, um esforço e, muitas vezes, uma renúncia. Nós nos colocamos no seu lugar. Entendemos o aperto de quem precisa viajar por necessidade e se depara com valores desafiadores. Por isso, nossa postura diante dessa crise é clara:
• Trabalhamos incansavelmente para oferecer informações claras, sem taxas ocultas, garantindo que você saiba exatamente o que está pagando.
• Estamos em constante adaptação, buscando as melhores condições e alternativas junto às companhias para que o impacto da alta seja o menor possível para o seu bolso.
• Acreditamos que, em tempos difíceis, o atendimento humano faz a diferença. Nossa equipe está pronta para dar o melhor suporte, tratando cada viagem com a importância que ela merece.
A MG Viagens não é apenas uma empresa, somos parte de Eirunepé. E como parceiros desta cidade, reafirmamos nosso compromisso de trabalhar com ética e dedicação para manter você conectado aos seus sonhos e necessidades.







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